Número de furtos e vandalismo em escolas disparam durante a quarentena em SP
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Além das precauções com o retorno da volta às aulas com os protocolos de segurança, as instituições de ensino terão o desafio de reparar os danos causados por furtos e vandalismo sofridos durante a quarentena.

Por conta da pandemia do Covid-19, instituições de ensino de todo o mundo precisaram fechar suas portas para conter o avanço da doença. No Brasil, as escolas permanecem fechadas há seis meses, o que facilita o avanço de furtos e vandalismos.

Em levantamento realizado pela CNN Brasil, mostra que até setembro deste ano, mais de 1,4 mil crimes ocorreram em unidades de ensino do estado de São Paulo, a maioria durante a pandemia, foram 82,7% registradas de 23 de março a 8 de setembro, em menos de seis meses a quantidade é maior do que em todo o ano passado. Mais de 600 escolas registraram os furtos, sendo que 220 delas foram vítimas mais de uma vez, as instituições mais atingidas estão nas regiões da zona leste e norte do Estado.

As escolas não são as únicas vítimas dos crimes, na madrugada desta quinta-feira (1), o Cursinho da Poli na região da Lapa foi invadido. Os criminosos que agiram em grupo, entraram pelo telhado do prédio vizinho, arrancaram cabos dos aparelhos de ar-condicionado, arrombaram portas, cortaram correntes e cadeados, arrancaram a sirene do alarme, levaram o computador da sala de segurança, e ainda destruíram a cabine primária de distribuição de energia do prédio, cortando diversos fios, depois de desligar a energia que vinha da rua. 

Um prejuízo estimado em torno de 30 mil reais, que será necessário não apenas na reposição do que foi depredado, mas também na manutenção e infraestrutura do prédio.

O Cursinho da Poli que é uma ONG, que através de ações e projetos sociais já atendeu mais de 190 mil pessoas, a maioria oriundas de escolas públicas. Desde julho a instituição têm todos os protocolos de segurança contra Covid-19 prontos para o retorno às aulas presenciais, além de terem realizado todas as alterações necessárias na infraestrutura dos prédios com base em estudos de protocolos internacionais.

Gilberto Alvarez, diretor do Cursinho da Poli lamenta o ocorrido e informa que no momento do roubo não havia funcionários na unidade, que todos estão bem e que as medidas já estão sendo tomadas para o retorno seguro dos estudantes às salas de aulas.

Assim como nas escolas estaduais os maiores prejudicados desses ocorridos são os estudantes, que já enfrentam um sistema de educação decadente no país, e ainda precisam encarar situações de segurança como estas.

Segundo a polícia militar, um gabinete integrado de segurança para monitorar as escolas do estado foi criado, com o objetivo de levar vigilância para todas as escolas: “Cada escola das 5.100 escolas estaduais tem um valor específico para colocar câmeras de segurança, câmeras de infravermelho, câmeras que já têm uma ideia de segurança mais aprimorada, alarme e também portão eletrônico com câmeras em escolas que exista essa necessidade”, afirmou o assessor de segurança escolar da PM, capitão William Thomaz.

A Secretaria Estadual da Educação não divulgou os números, mas informou que o vandalismo e os furtos aumentaram na pandemia e que a agilidade do conserto e a reposição dos equipamentos depende do tamanho dos estragos.

O ocorrido no tradicional prédio da Lapa segue em investigação. Um dos oficiais da PM que atendeu ao chamado é ex-aluno da unidade e lamentou que o local tão querido por todos tenha passado por tal vandalismo.

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